Saúde : Nutrição

16/10 – Dia Mundial da Alimentação: crescer, nutrir, sustentar

O Dia Mundial da Alimentação 2020 marca o 75º aniversário da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em um momento excepcional, tendo em vista que os países ao redor do mundo lidam com os efeitos generalizados da pandemia global COVID-19. É um momento para olhar para o futuro que precisamos construir juntos.

A crise global de saúde COVID-19 tem sido um momento para refletir sobre as coisas que realmente prezamos e nossas necessidades mais básicas. Esses tempos incertos fizeram muitos de nós reacender nosso apreço por uma coisa que alguns tomam como certa e muitos ficam sem: comida.

O Dia Mundial da Alimentação pede solidariedade global para ajudar todas as populações, especialmente as mais vulneráveis, a se recuperar da crise e tornar os sistemas alimentares mais resistentes e robustos para que possam suportar crescentes volatilidades e choques climáticos, fornecer dietas saudáveis acessíveis e sustentáveis para todos e meios de subsistência decentes para os trabalhadores do sistema alimentar. Isso exigirá melhores esquemas de proteção social e novas oportunidades oferecidas pelo desenvolvimento tecnológico, mas, também, práticas agrícolas mais sustentáveis que preservem os recursos naturais da Terra, nossa saúde e o clima.

A data, comemorada desde 1981, traz uma importante reflexão sobre a necessidade de uma alimentação saudável, acessível e de qualidade, chamada de “Segurança Alimentar e Nutricional.

Segundo dados do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2020″ (State of Food Security and Nutrition – SOFI)”, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por outros fundos, cerca de 750 milhões pessoas foram expostas a níveis graves de insegurança alimentar em 2019.

O SOFI também mostra o aumento da obesidade, que constitui um grave problema de saúde, pois aumenta o risco de doenças não transmissíveis, tanto em crianças quanto em adultos. Estima-se que 7,5% das crianças menores de 5 anos na região da América Latina e Caribe (AL & C) estão acima do peso, consideravelmente acima da média mundial de 5,6%.

O estudo alerta, ainda, que a região não alcançará o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 da Agenda 2030, referente à fome zero, até 2030. As projeções do SOFI indicam que a fome, considerada a partir de uma estimativa do número de pessoas que não consomem calorias suficientes para viver uma vida ativa e saudável, afetará quase 67 milhões de pessoas em 2030, ou seja, cerca de 20 milhões a mais do que em 2019.

Um fator particularmente preocupante é que, entre todas as regiões do mundo, a AL & C têm o custo mais alto de compra para uma dieta que atenda às necessidades energéticas mínimas: US$ 1,06 ao dia por pessoa. Esse valor é 34% mais caro que a média global.

Na região, o custo de uma dieta saudável (que fornece todos os nutrientes e energia essenciais que cada pessoa precisa para se manter saudável) também é o mais alto do mundo, com um valor médio de US$ 3,98 ao dia por pessoa. Esse valor é 3,3 vezes mais alto do que uma pessoa abaixo da linha da pobreza pode gastar em alimentos. Com base na renda média estimada, mais de 104 milhões de pessoas não podem pagar uma dieta saudável.

Além da oferta de refeições e lanches equilibrados nutricionalmente e a utilização preferencial de produtos in natura e minimamente processados, o Sesc Paraná atua ativamente no combate à fome e ao desperdício de alimentos através da sua redistribuição à instituições sociais que atendem à parcela da população mais vulnerável.

 Assim, seguimos CRESCENDO, NUTRINDO E SUSTENTANDO. JUNTOS.

 FONTE DO TEXTO ORIGINAL: http://bvsms.saude.gov.br/ultimas-noticias/3334-crescer-nutrir-sustentar-juntos-16-10-dia-mundial-da-alimentacao

FONTE DA IMAGEM: http://www.fao.org/world-food-day/home/en/

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