Saúde : Nutrição

Dê uma “colher de chá” para a sua saúde!

As baixas temperaturas são convidativas ao consumo de bebidas quentes, que, além de auxiliarem na manutenção da temperatura corporal, também trazem a sensação de acolhimento e bem-estar em dias frios e acinzentados. Uma bebida de tradição milenar que além de aquecer pode trazer benefícios à saúde é o chá.

Os países ocidentais passaram a incorporar o hábito de beberem chás pelo contato com culturas orientais a partir dos anos de 1.500 d.C e atualmente esta bebida é altamente consumida em todo o mundo, perdendo somente para o consumo de água em seu estado natural.

PREPARO DO CHÁ QUENTE

O preparo dos chás quentes ocorre por meio da infusão de folhas, flores, cascas ou raízes de plantas, que podem estar em seu estado fresco ou desidratado.

Infusão é o termo utilizado para o período em que as ervas entram em contato com a água quente e permanecem em repouso para que sejam liberadas as porções solúveis que serão absorvidas posteriormente quando forem consumidas.

As ervas para chás podem ser adquiridas a granel, em “saquinhos” industrializados com porções individuais para preparo da bebida, ou ainda, cultivadas em jardins e quintais.

A temperatura da água e o tempo de infusão dependem de qual parte está sendo utilizada – se forem raízes como o gengibre, por exemplo, o tempo e a temperatura devem ser maiores do que folhas.

Recomenda-se que a água não chegue a ferver, mas que a chaleira seja desligada quando começarem a se formar as primeiras “bolhinhas”. As ervas devem entrar em contato com a água um pouco antes do ponto de ebulição.

As quantidades de ervas e água para diluição e os tempos de infusão devem sempre seguir as recomendações do fabricante ou do estabelecimento onde são adquiridos.

Existem diversos tipos de infusores que podem ser utilizados para esta finalidade quando se tratar da utilização de plantas secas/frescas a granel:

Cuidados higiênico-sanitários no preparo dos chás:

 

Deve-se ter muita atenção quanto à procedência das ervas adquiridas a granel ou plantas que sejam colhidas nos quintais para que, ao consumir os chás, a saúde não seja comprometida.

  • Ao comprar os produtos em casas especializadas, analisar se o estabelecimento possui alvará de funcionamento e licença sanitária para a comercialização de ervas e especiarias;
  • Verificar quais as condições de armazenamento dos produtos – estes devem estar sempre em recipientes fechados e de preferência ao abrigo da incidência de luz direta (o que pode comprometer a qualidade e propriedades fitoterápicas das ervas adquiridas);
  • No caso de plantas cultivadas de maneira caseira, devem-se atentar para:
    • Não consumir plantas que não se conheçam a origem e a finalidade (utilizar somente mudas reconhecidas por especialistas),
    • Somente coletar ervas que estejam em locais onde não há a presença de animais que possam contaminá-las através de fezes e urina,
    • Sempre higienizar as plantas antes de realizar a infusão – lavando todas as partes em água corrente.

Outros cuidados que devem ser destacados no preparo do chá são:

  • Utilização de água tratada e filtrada ou água mineral;
  • Higienização dos utensílios empregados – chaleiras, infusores e xícaras/canecas.

Ervas medicinais e suas propriedades

O Brasil é um país com rica variedade de ervas e especiarias que podem ser cultivados em casa ou facilmente adquiridos para o preparo de chás que têm propriedades de proteção e manutenção da saúde.

A seguir, seguem alguns exemplo e indicações de chás para se deliciar e aproveitar seus benefícios:

ATENÇÃO!

  • Os chás devem ser apreciados com parcimônia e em pequenas quantidades diárias;
  • Bebês menores de seis meses devem ser alimentados exclusivamente por leite materno, não sendo aconselhada a oferta de chás e água. Após os seis meses, assim como durante a gestação, o consumo de chás e infusões deve ser acompanhado de prescrição médica e/ou nutricional;
  • Chás isoladamente não são tratamento para doenças, sendo necessário sempre o acompanhamento médico e o seguimento de todas as orientações prescritas;
  • Pessoas com doenças pré-existentes devem sempre consultar um médico antes de utilizar qualquer erva com finalidade terapêutica.

Imagem 01: Referência – https://www.pexels.com

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