Com o intuito de apresentar aos participantes do 3º Simpósio do Terceiro Setor, realizado nesta quarta-feira (4), no Teatro Sesc da Esquina, em Curitiba, temas contemporâneos, entre eles, como mobilizar pessoas, incorporar tecnologias e responder às mudanças da sociedade, foi promovido o Painel de Temas Contemporâneos.
Mediado por João Paulo Vergueiro, que abordou tendências filantrópicas, foi destacada a valorização das doações individuais e a produção de conhecimento sobre o setor. Segundo ele, pequenas contribuições, somadas, ajudam a financiar iniciativas e aproximam as organizações das comunidades. Para além do valor arrecadado, esse apoio constrói vínculos com pessoas que acreditam na causa.
A superintendente do Instituto GRPCOM, Ana Gabriela Simões Borges, discutiu o uso da inteligência artificial com propósito. Ela alertou que a adoção de ferramentas semelhantes pode tornar a comunicação das instituições padronizada, apagando suas particularidades. “É a causa de vocês, é a humanidade de vocês. Isso não pode ser massificado”, afirmou.
A orientação foi avançar da experimentação para aplicações estratégicas, como apoiar o planejamento, a governança e a análise de indicadores. Ana Gabriela também recomendou avaliar criticamente as respostas, preservar dados sensíveis e manter a revisão humana nas entregas.
O médico Rached Hajar Traya trouxe o envelhecimento populacional para o debate, defendendo a participação das pessoas idosas na vida comunitária e no trabalho. Letramento digital, valorização da experiência e convivência entre gerações foram apontados como caminhos para combater a exclusão.
Para ele, a resposta às mudanças demográficas exige envolvimento de toda a sociedade e ações concretas. “Não basta querer, nós precisamos fazer”, destacou. A conversa reforçou a necessidade das organizações acompanharem as transformações de seu tempo, preservando os vínculos humanos e ampliando sua capacidade de atuação.