Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio

A pandemia do Coronavírus impactou a sociedade e todos os indivíduos em diversas esferas. Houve um grande impacto econômico, uma vez que empreendimentos, comércios e outros tipos de negócios tiveram que ser interrompidos, o que resultou em crises financeiras. Além disso, foi necessário promover o isolamento social para diminuir a propagação do vírus e o número de casos. Membros da família e amigos, que antes conviviam de forma próxima, precisaram postergar os encontros. Para algumas pessoas essa medida significou um grande sofrimento, visto que muitas moram sozinhas, ficando sem nenhuma companhia durante a quarentena, ou se preocupam com entes queridos mais sensíveis que estão longe, como os idosos e pessoas com doenças pré-existentes.

Qualquer pessoa pode ficar mais vulnerável a reações psicológicas durante a pandemia, o que não deve de forma alguma ser escondido ou interpretado com vergonha. Os impactos no comportamento podem ser sintomas físicos, como tremores, agitação, dores de cabeça, cansaço e palpitação. Também é comum vivenciar momentos de tristeza, solidão, incapacidade, medo, frustração e ter episódios de choro fácil, alterações no sono e se sentir desorientado. A alta frequência desses sintomas é o perigo para acionar o gatilho de um quadro de ansiedade ou de depressão.

A depressão é um problema médico grave e altamente prevalente na população em geral. Afeta 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quando uma pessoa está deprimida, o cérebro está sofrendo alterações químicas que desencadeiam sentimentos negativos, e ele vai precisar de ajuda para voltar ao seu funcionamento normal.

Causas da depressão

  1. Genética: Estima-se que esse componente represente 40% da suscetibilidade para desenvolver depressão;
  2. Bioquímica cerebral: há evidencias de deficiência de substâncias cerebrais, chamadas neurotransmissores: Noradrenalina, Serotonina e Dopamina que estão envolvidos na regulação da atividade motora, do apetite, do sono e do humor;
  3. Eventos vitais: eventos estressantes podem desencadear episódios depressivos naqueles que tem uma predisposição genética a desenvolver a doença.

Sintomas da depressão

  1. Humor depressivo: sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimento de culpa. Perda da capacidade de sentir prazer ou alegria. Predominância de maior apatia do que tristeza. Julgam-se um peso para os familiares e amigos. Desejo de por fim a um estado penoso. Os pensamentos suicidas variam desde o desejo de estar morto até planos detalhados de se matar. Esses pensamentos devem ser sistematicamente investigados;
  2. Retardo motor, falta de energia, preguiça ou cansaço excessivo, lentificação do pensamento, falta de concentração, queixas de falta de memória, de vontade e de iniciativa;
  3. Insônia ou sonolência.
  4. Apetite: geralmente diminuído, podendo ocorrer em algumas formas de depressão aumento do apetite, com maior interesse por carboidratos e doces;
  5. Redução do interesse sexual;
  6. Dores e sintomas físicos difusos como mal estar, cansaço, queixas digestivas, dor no peito, taquicardia, sudorese.

Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é clínico, feito pelo médico após coleta completa da história do paciente e realização de um exame do estado mental. Não existe exames laboratoriais específicos para diagnosticar depressão.

A depressão possui vários subtipos. É importante entender que a depressão é uma doença que necessita de tratamento. Geralmente a pessoa deprimida não procura ajuda e cabe aos familiares a iniciativa de conduzi-lo até um profissional.

Prevenção

  1. Manter um estilo de vida saudável:
  2. Ter uma dieta equilibrada;
  3. Praticar atividade física regularmente;
  4. Combater o estresse concedendo tempo na agenda para atividades prazerosas;
  5. Evitar o consumo de álcool;
  6. Não usar drogas ilícitas;
  7. Diminuir as doses diárias de cafeína;
  8. Rotina de sono regular;
  9. Não interromper tratamento sem orientação médica.

A depressão é uma doença que não escolhe idade, sexo, raça ou condição social. Ao perceber os sintomas, procure ajuda profissional.

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