Aedes aegypti e a Febre Amarela

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Entenda mais sobre esta doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida pelos vetores:

 

  • Ciclo silvestre – áreas florestais – mosquito Haemagogus e o Sabethes.

 

  • Ciclo urbano – mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue) e o Albopictus. Atualmente no Brasil, a Febre Amarela não está sendo transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (seu último registro foi em 1942). No entanto, ele pode voltar a ser vetor dessa doença.

 

Sintomas:

Febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dor nas costas, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza.

A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% dos casos apresenta um breve período de melhora e, então, desenvolvem uma nova fase mais grave da doença.

Nesses casos, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. De 20 a 50% das pessoas que desenvolvem a forma grave da doença, morrem.

 

Infecção:

Acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano.

A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa ou de animais (macacos) às pessoas. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

O macaco não transmite a doença para os humanos. A transmissão se dá somente pelo mosquito. Os macacos adoecem e morrem da mesma forma que os humanos. A morte de macacos é um sinalizador da presença do vírus na região.

 

Prevenção:

Cuidados com caixas d’água destampadas, latas, pneus, lixo acumulado em quintais e vizinhança contendo água limpa. São ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos.

 

Áreas de risco:

Áreas onde já haja casos confirmados da doença, mortes de macacos por febre amarela e detecção do vetor (mosquito). Ainda assim, as áreas consideradas de maior risco são os locais de matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural.

 

Indicação para vacina:

Todos os indivíduos de 09 meses a 59 anos de idade que moram em áreas com recomendação de vacinação e que nunca foram vacinados devem buscar uma unidade de saúde. O alerta se estende a quem mora em áreas rurais ou de matas e rios, ou que realizam atividades de trabalho ou lazer como pesca, agricultura, extrativismo de madeira e também os que planejam deslocamentos para áreas com casos confirmados da doença. Nesse caso, a vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para o local de risco.

Pessoas que necessitam de prescrição médica para tomar a vacina: gestantes, mulheres que amamentam crianças menores de seis meses de idade, alérgicos a ovo, pessoas com o sistema imunológico debilitado em razão de doença ou tratamento e pessoas a partir de 60 anos de idade.

Reações adversas: qualquer vacina pode provocar reações adversas leves, moderadas ou graves. Por esse motivo, orienta-se procurar uma unidade de saúde ao surgimento de qualquer sintoma pós-vacinação. Dentre as reações adversas pode ocorrer dor de cabeça, febre e mal estar.

 

Tratamento:

Não há tratamento específico para a doença. O médico deve tratar os sintomas, como febre, dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos, e oferecer suporte. Assim como na dengue, antiinflamatórios e salicilatos (AAS) devem ser evitados, pois o uso pode favorecer sangramentos. O paciente deve ser acompanhado de perto e o médico deve estar alerta para qualquer sinal de piora do quadro clínico.

Ao identificar sintomas de febre amarela deve-se procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem ou atividade em área de risco em até 15 dias antes do início dos sintomas.

 

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