27/11/2026 | 19h30
Sesc Maringá
No espetáculo Memórias em Maranhês: a casa, dois episódios se entrelaçam: “Árvore Mangueira” apresenta uma árvore de quintal que escuta os segredos de uma menina sonhadora, que numa noite adormece contando estrelas e encontra uma moça de saia de fogo e cabeça de boi, guardiã afetiva dos rastros familiares; “Tio João” retrata o cotidiano silencioso e ritualizado de um tio com deficiência, cuja presença excêntrica e poética revela o afeto como expressão e a morte como experiência fundadora da memória. Inspirado nas tradições do bumba-meu-boi, tambor de crioula, cacuriá, capoeira e outras expressões afrobrasileiras, o espetáculo celebra as muitas vozes e corpos que fazem a cultura brasileira pulsar.
Sobre o grupo
O Grupo Cena Aberta foi fundado em 2001, em São Luís-MA, como coletivo de artistas-pesquisadores dedicado à investigação de linguagens cênicas vinculadas à educação popular, à memória social e à cultura brasileira. Sua atuação teatral se caracteriza por um forte compromisso com a criação autoral, o diálogo com comunidades periféricas e tradicionais, e a interseção entre arte, política e pedagogia. O grupo realiza espetáculos, performances, oficinas e publicações que combinam elementos da cultura popular (como o bumba-meu-boi, tambor de crioula, capoeira, cacuriá) com dramaturgia crítica e processos colaborativos de criação. Entre os espetáculos de destaque estão Negro Cosme em Movimento, Memórias em Maranhês: a casa, O Rádio, Onde está Lulu? e A Missão (selecionado no projeto O Teatro e a Democracia Brasileira/Funarte), apresentados em escolas, aldeias, centros culturais e festivais dentro e fora do Maranhão. A sede do grupo, localizada no Centro Histórico de São Luís, abriga o acervo do encenador Luiz Pazzini (1953–2020), mestre e referência para o grupo, e está em processo de organização para se tornar o Memorial Luiz Pazzini, um espaço de pesquisa e fruição cênica. Luiz Pazzini foi coordenador do Grupo Cena Aberta até 2020, quando faleceu por complicações da Covid-19.
Pensamento Giratório: Caminhos criativos percorridos na construção do espetáculo Memórias em Maranhês: A Casa.
Neste pensamento giratório, o Grupo Cena Aberta compartilha os caminhos criativos percorridos na construção do espetáculo Memórias em Maranhês: A Casa, tendo como princípio suas vivências e pesquisas em manifestações da cultura popular maranhense, como o bumba-meu-boi, o tambor de crioula, o cacuriá, a capoeira e outras práticas afro brasileiras. A proposta é refletir sobre como essas expressões não apenas inspiram, mas estruturam o processo criativo do grupo, desde a escrita dramatúrgica até os ensaios e a cena. A conversa propõe um diálogo aberto sobre a cultura popular como fonte de elaboração estética, política e pedagógica, reafirmando-a como campo de saber, memória e presença. Os integrantes abordam como reelaboram as brincadeiras, os ritos e os gestos populares como parte fundante de uma teatralidade enraizada no território, na escuta e na ancestralidade. Um momento de troca com o público sobre os atravessamentos entre arte e tradição, criação e comunidade.
Mediação: Prof. Dr. Aguinaldo de Souza (Sesc Londrina Cadeião) e Prof. Dr. Nando Nascimento (Sesc Maringá)
Texto e dramaturgismo: Necylia
Encenação: Lígia da Cruz, Necylia, Larissa Ferreira
Direção de movimento, preparação corporal e músicas: Larissa Ferreira
Direção de som e criação de instrumentos alternativos: Tiago Andrade
Criação de silhuetas de sombra: Necylia, Lígia da Cruz
Elenco: Necylia, Larissa Ferreira, Tiago Andrade, Fernanda Marques
Direção de Produção: Larissa Ferreira
Assistente de produção: Aline Coutinho
Diretor técnico e iluminador: Abel Lopes
Figurino: João Belfort
Cenário: Grupo Cena Aberta
Produção audiovisual: Larissa Micenas
Filmagem do espetáculo: Jonas Sakamoto e Jéssica Lauane
Fotografia e videomaker: Mariana Madeira
Fotografia: Ana Mendes Realização e
Produção executiva: Grupo Cena Aberta
Colaboração criativa: Bumba-meu-boi da Floresta