Desde 1998, o Palco Giratório consolida-se como o maior e mais longevo projeto de circulação de Artes Cênicas do Brasil. Ao longo de quase três décadas, o Sesc promove o encontro entre artistas, territórios e públicos, transformando a circulação artística em instrumento de democratização do acesso à cultura, fortalecimento da produção nacional e valorização da diversidade de expressões que compõem a cena brasileira.
Em sua 28ª edição, o projeto reafirma sua vocação como espaço de intercâmbio, formação e difusão cultural. Em 2026, dezesseis grupos e artistas de doze estados brasileiros percorrem o país levando espetáculos de teatro, dança, circo e teatro de animação, acompanhados por oficinas, intercâmbios e os tradicionais Pensamentos Giratórios, ações que ampliam o diálogo entre artistas, estudantes, pesquisadores e comunidades.
A programação é resultado de uma curadoria coletiva realizada por técnicos do Sesc de todo o Brasil, garantindo pluralidade de linguagens, representatividade regional e diversidade estética. Em sintonia com a celebração dos 80 anos do Sesc, a edição de 2026 presta homenagem aos 40 anos do Grupo Sobrevento, referência nacional no teatro de animação, reconhecido por sua contribuição à pesquisa, inovação e difusão dessa linguagem artística.
No Paraná, o Palco Giratório percorre as unidades do Sesc Maringá, Sesc Londrina Cadeião e Sesc Bela Vista do Paraíso, reunindo uma programação que evidencia a riqueza da produção cênica brasileira. Entre setembro e novembro, o público terá acesso a espetáculos provenientes das cinco regiões do país, contemplando diferentes faixas etárias e múltiplas linguagens.
A programação reúne produções que dialogam com temas contemporâneos e universais. O potiguar Palhaço Piruá apresenta Sancho Pança – O Fiel Escudeiro, releitura circense inspirada no clássico de Cervantes. O gaúcho Coletivo Gompa leva à cena Frankinh@, espetáculo para as infâncias que aproxima teatro, dança e artes visuais para abordar amizade, diferenças e pertencimento. Representando o Paraná na circulação nacional, o Grupo de Pesquisa de Teatro para Infância (GPeTI) apresenta No Armário Não Cabe Ninguém, delicada montagem em teatro de animação sobre identidade, convivência e diversidade.
A programação contempla ainda Infinito, da Márcio Fidelis Cia de Dança (BA), inspirado na ancestralidade afro-brasileira; Caixa Ninho, do Eranos Círculo de Arte (SC), experiência sensorial voltada à primeira infância; A Maçã, do paulista William Seven, que utiliza a mágica para sensibilizar o público sobre o Alzheimer; Dandara Terra dos Palmares, da Arte Sintonia Companhia de Teatro (BA), que valoriza a história e a resistência da população negra; Corpos de Tambor, do Coletivo Croa (PA), inspirado nos batuques afro-amazônicos; e Memórias em Maranhês, do Grupo Cena Aberta (MA), que celebra a memória, a oralidade e as manifestações culturais maranhenses.
Além das apresentações, todas as companhias desenvolvem oficinas, intercâmbios e edições do Pensamento Giratório, fortalecendo a formação de artistas, estudantes e público, ampliando as possibilidades de diálogo e compartilhamento de processos criativos.
Ao receber mais uma edição do Palco Giratório, o Sesc Paraná reafirma seu compromisso com a democratização do acesso às Artes Cênicas, a valorização da diversidade cultural brasileira e o fortalecimento da circulação artística nacional. Mais do que uma programação de espetáculos, o projeto promove encontros, amplia repertórios e reafirma a arte como instrumento de transformação social.