A oficina tem como objetivos: conectar movimentos geográficas de pessoas, com movimentos sociais, com os movimentos físicos e corporais dessas pessoas; divulgar a história negra de resistência e beleza por meio da dança e ritmos, honrando as suas raízes e fundamentos; afirmar que nas danças afro, e portanto nas diversas expressões afro, o sagrado e o profano estão interligados; promover a pesquisa em movimentos afro-diaspóricos; descolonizar corpos por meio da dança e ritmo. A metodologia utilizada envolve: preparação corporal conectando movimentos corporais com elementos naturais, treinando a conexão entre a mente e o corpo, vias neurológicas para movimento saudável. Introdução às danças dos Orixás para fortalecer a base e raiz das danças dos blocos afro. Ritmos Ijexá, Aguerê e Daró. Introdução às danças dos blocos afro com ritmos como Samba- Reggae, Samba- Afro e Samba- Duro e Construção coreográfica, finalizando com um momento de reflexão, partilha de descobertas, memórias e percepções.
Sobre a artista
Lena Silverman é uma multiartista multicultural. Ela é dançarina, coreógrafa, diretora artística da Cia MoonLight, professora, produtora cultural, cantora, artesã e pesquisadora/brincante das culturas afro-diaspóricas. A trajetória dela começa em Seattle – WA – EUA, onde com três anos começou a dançar e aprender com a mestra de dança afro-brasileira Dora Oliveira Newman (Bahia). Ela continuou estudando com várias mestras e mestres como: Jurandir Nascimento (Rio de Janeiro), Won-Ldy Paye (Libéria), Awal Alhassan (Guinea), Etienne Cakpo (Benin), Jade Solomon-Curtis (Estados Unidos), Donald Byrd (Estados Unidos), entre outros. Em 2019 ela fez uma formação com Rosangela Sylvestre (Salvador), e treinou com o Balé Folclórico da Bahia. Passou pelo Hubbard Street Dance, Alvin Ailey, Joffrey Ballet, Spectrum Dance Theater e Funceb. Formada em dança e antropologia pela Suny Purchase em 2021, ela pesquisa as relações entre as expressões rítmico-corporais afro-diaspóricas (movimentos corporais), expressões sócio-político-culturais afro-diaspóricas (movimentos sociais) e tempo/história (movimento universal/geográfico). Os movimentos que surgem de movimentos nascidos de movimentos de pessoas. Essas são as suas referências em oficinas, e em criação de trabalhos de dança apresentados em Seattle, Nova Iorque, Colorado, Londrina, Curitiba e Belo Horizonte como “SOU//L”, “Oriundina”, “Moridjane”, “Aséstral”, entre outros.