De 05/07 a 04/09/26 | Horário da unidade
Sesc Londrina Cadeião
“A terra não nos pertence. Nós é que pertencemos a ela.”
– Ideias para adiar o fim do mundo
“Constelações terrestres” reúne obras criadas em territórios minerados e atravessadas pela experiência direta com esses lugares e suas histórias. A exposição nasce em Itabira, cidade natal da artista e ferida aberta pela mineração, dialoga com vivências junto a comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Brumadinho, com a experiência da residência Residir a Cava (realizada dentro de uma cava de mineração em Belo Horizonte) e com trocas na residência New Futures Art Collaborative, em Joanesburgo, África do Sul.
As obras em técnicas como desenho, fotografia, vídeo, escultura, objeto e performance, propõem uma experiência de aproximação com o chão. O público é convidado a curvar-se, a compartilhar da gravidade que pesa sobre a terra e sobre quem nela vive. Cada peça carrega fragmentos de minério, poeira, vento e memória, operando como ruínas em processo e gestos de resistência.
A exposição constrói constelações não no céu, mas no chão: pontos de conflito, exploração e criação que, conectados, abrem fissuras para imaginar outras formas de habitar a terra.