Hoje | 19h às 21h
Sesc Londrina Cadeião
A proposta de debate “Uma sociologia de Londrina: da cidade do café à cidade boêmia, quem fez e faz a cidade?” tem como objetivo apresentar uma leitura sociológica da formação urbana de Londrina (PR), a partir das diferentes imagens que historicamente constituíram a cidade de forma didática e acessível. O trabalho parte da análise de como o jornalismo hegemônico ajudou a consolidar representações idealizadas, como “cidade jardim” e “capital mundial do café”, ao mesmo tempo em que outras narrativas — produzidas por sujeitos vinculados ao mercado sexual — projetaram Londrina como uma “cidade boêmia”.
Com base em uma pesquisa documental já realizada em nível de mestrado em Sociologia pela UEL, o pesquisador, além de tornar público os resultados de sua pesquisa, evidencia como distintos grupos sociais participaram ativamente da produção do espaço urbano, ainda que de forma desigual e frequentemente marcada por processos de estigmatização e invisibilização. O foco recai sobre as trabalhadoras sexuais da região central (avenida Leste-Oeste) e sobre os mecanismos sociais, políticos e morais que regulam sua presença na cidade. Promovendo a historicização do movimento desse grupo pela cidade visando combater, a partir da educação, processos de preconceito e violência contra essa parcela da comunidade londrinense.
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Vinicius Henrique dos Santos é doutorando em Educação pela Unesp de Marília-SP, Vinicius Henrique dos Santos é também mestre em Sociologia pela UEL a partir do desenvolvimento da dissertação “O fazer cidade das prostitutas: invasão, ocupação insistente a instalação da prostituição em regiões morais de Londrina”. É autor do trabalho MORALIDADES TERRITORIAIS E PROSTITUIÇÃO EM LONDRINA junto do professor doutor Fernando Kulaitis, publicado pelo Seminario Internacional de Investigación en Urbanismo (SIIU) da Universitat Politècnica de Catalunya.
Nesta proposta apresentará a relevância de ampliar o debate público sobre a memória histórica de Londrina, especialmente no que se refere às narrativas que foram historicamente marginalizadas ou silenciadas. Ao problematizar a coexistência entre a imagem oficial da cidade e outras formas de representação, a atividade contribui para uma compreensão mais plural e crítica do processo de urbanização local.