25/09/2026 | 19h às 21h
Sesc Londrina Cadeião
Este debate nos ajudará a pensar que se a Constituição brasileira garante direitos a todas as pessoas. Por que algumas ainda precisam lutar para serem reconhecidas como humanas?
Partindo desta pergunta, vamos discutir as formas pelas quais pessoas trans, travestis, transmasculinas e não binárias têm seus direitos fundamentais constantemente tensionados, negados ou relativizados no Brasil. A partir de uma abordagem acessível, o encontro propõe traduzir reflexões oriundas da pesquisa sociológica de mestrado/doutorado de Ursula Boreal e da atuação em direitos humanos, evidenciando como o direito, embora formulado como universal, opera de maneira desigual na prática social.
O encontro busca, assim, construir um espaço de diálogo com o público, articulando reflexão crítica e experiência vivida, de modo a questionar quem é efetivamente reconhecido como sujeito de direitos na sociedade brasileira contemporânea, e como a negação ou relativização de direitos fundamentais contribui para a construção de um cenário em que essas violências se tornam possíveis, toleradas e/ou invisibilizadas. Trata-se de um processo contínuo de deslegitimação dessas existências, que impacta não apenas o acesso a direitos, mas a própria possibilidade de viver com dignidade.
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Ursula Boreal Lopes Brevilheri é cientista social, professora, mestra e doutoranda em Sociologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com pesquisa voltada às áreas de gênero, linguagem, cisnormatividade e direitos humanos. É autora do livro As armas da cisnormatividade contra a linguagem não binária no Brasil, no qual analisa a atuação de agentes políticos e institucionais na restrição de formas de expressão e reconhecimento de pessoas trans no país. Atua como extensionista e integra a coordenação do programa Práxis Itinerante (PROEX/UEL), compondo seu Núcleo de Parcerias e Captação de Recursos. No campo da atuação política, é vice-coordenadora geral da Frente Trans de Londrina e conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Londrina. Coordenou a primeira e segunda edição do Festival das Diversidades e as Jornadas pela Visibilidade Trans 2025 e 2026. Também atua como escritora e articuladora cultural, com textos publicados em diferentes plataformas, incluindo sua coluna no Portal Verdade, onde aborda temas relacionados a gênero, política, linguagem e direitos humanos. Possui experiência na organização de debates e ações formativas, com foco na tradução de temas complexos para o público geral.