03/12/2026 | 19h às 21h
Sesc Londrina Cadeião
No debate “O que pode um corpo? Arte, dissidência e vidas em expansão” Ruth Piveta abordará a construção social dos corpos e os modos pelos quais determinados padrões de normalidade, saúde e beleza são produzidos e naturalizados na cultura. Parte-se da compreensão de que os corpos não são dados naturais, mas atravessados por discursos históricos, sociais e midiáticos que definem quais formas de existência são consideradas aceitáveis. Trata-se de atividade proposta a partir dos resultados publicados na tese de doutorado da psicóloga, realizada na Unesp – Assis-SP.
Assim, o encontro pretende ampliar o repertório do público sobre as relações entre corpo, arte e sociedade, destacando como as práticas artísticas contemporâneas podem operar na criação de novas formas de ver, sentir e afirmar corporalidades dissidentes. Para isso, serão trazidas ao público imagens e produções artísticas de nomes como o da artista visual e performer londrinense Fernanda Magalhães, Camila Fontenele e Laura Aguilar, entre outras referências, que tensionam padrões corporais normativos e afirmam outras possibilidades de existência.
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Ruth Piveta é psicóloga, escritora e doutora em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Desenvolve pesquisas no campo dos estudos do corpo, investigando a construção histórica e cultural das corporalidades e suas relações com arte, subjetividade e processos de normatização.
É autora do livro “Ensaio sobre músculos e medos” (Associação Toma Aí um Poema, 2025), além de artigos científicos na área da psicologia social e dos estudos críticos do corpo, com ênfase na análise da gordofobia como fenômeno cultural, político e discursivo. Também atua na articulação entre pesquisa e práticas culturais, desenvolvendo propostas que aproximam universidade e público em geral, especialmente por meio da mediação de debates, grupos e atividades formativas voltadas à reflexão crítica e à experiência estética. Seu trabalho mobiliza referenciais das ciências humanas, da filosofia e da arte contemporânea, explorando as potencialidades dos processos artísticos na afirmação de corporalidades dissidentes e na criação de outras possibilidades de existência.