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Londrina recebe 6º Festival Sesc Cultural de Etnias

A diversidade cultural ocupou espaços e ruas de Londrina durante cinco dias. De 14 a 18 de outubro, o Sesc Cadeião Cultural realizou o 6º Festival Sesc Cultural de Etnias com uma vasta programação composta por apresentações de danças folclóricas, exposições, oficinas, cortejos, debates e shows abertos ao público. 

Entre as atividades educativas, o debate “Mulheres venezuelanas imigrantes – O teatro como espaço de pertencimento” liderado pela professora, Laura Franchi dos Santos; “Literatura Nikkei – Memória e identidade”, do escritor, André Kondo; os espetáculos de dança, canto e teatro sobre cultura afro da Cia. MoonLight; e contações de histórias da Cia. Obazaza. 

O aprendizado também vem por meio das apresentações de dança. Com apresentadores, os grupos contaram suas origens, significados e tradições repassadas de geração em geração. Mari Teshima, do Grupo de dança japonesa Ishindaiko, apresentou a força dos tambores japoneses praticados pelo grupo há 20 anos. “Os tambores japoneses são usados desde a antiguidade em diversas situações, como na época de guerra para dar força para os guerreiros”, explicou. Também se apresentaram o grupo de dança alemã, Rotkappen, de Rolândia; o grupo italiano Santa Felicidade, o ucraniano Poltava, o polonês Wisla, e o grego Neoléa, de Curitiba.

Na música, a Banda Cucamonga, levou o jazz num cortejo pelas ruas de Londrina no sábado (17) e no domingo (18). O grupo instrumental também tocou no palco principal e colocou o público para dançar. A primeira noite de shows encerrou com a apresentação da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (OBMJ), com versões de grandes clássicos da música brasileira e internacional em ritmos jamaicanos. 

“Pra gente é uma alegria muito grande porque tem tudo a ver com o nosso trabalho. Nós somos uma orquestra que toca música jamaicana, música do Caribe, feita por povos negros, pelo povo escravizado jamaicano; e a gente tenta contemplar de certa maneira nos nossos sons essa democracia. Tem uma música nossa chamada Tupinambá que a gente homenageia o povo indígena, o povo originário brasileiro e procuramos sempre estar ligado a ações que contemplam esse tipo de atitude, por isso que a gente tá aqui hoje junto com o Sesc nessa missão”, disse Felippe Pipeta, um dos fundadores da OBMJ. 

No domingo, a banda Cumbia Cavalera fez o show de abertura com uma proposta performática inspirada na iconografia da Fiesta de los Muertos, do México. Formado por integrantes de diferentes países – Argentina, Brasil, Chile, Cuba, França, Togo e Uruguai – o grupo tocou ritmos latino-americanos. O encerramento do festival ficou por conta de Xênia França e banda, com o show Em Nome da Estrela, do álbum vencedor do Grammy Latino.