27/03/2026 | 18h30 às 21h
Sesc Londrina Cadeião
Um ponto de grande originalidade neste livro consiste precisamente na articulação entre estruturas clínicas e o manejo consequente da interpretação. Desta maneira, a autora se afasta do uso direto da teoria das estruturas clínicas como uma forma de psicopatologia classificatória. Ou seja, o uso do diagnóstico estrutural possui uma finalidade clínica específica que é conduzir e orientar as estratégias de intervenção na direção do tratamento. A incidência diferencial da interpretação é trazida com muita destreza comparativa, indicando com exatidão a importância do manejo clínico tanto na angústia quanto da mudança de posição do sujeito, como horizonte condicionado pela aceitação das condições impostas pelos limites estruturais, mas também do campo de liberdade tático. Com isso a centralidade dos sintomas acaba sendo deslocada para a importância da posição do sujeito diante do desejo, da falta e do Outro, posição que pode ser alterada pelo corte e pela rearticulação significante.
Christian Dunker