16/09/2026 | 19h às 21h
Sesc Londrina Cadeião
Este debate buscará abordar reflexões acerca das práticas de acessibilidade e inclusão no ambiente artístico, especialmente nas artes cênicas, de modo a considerar a diversidade dos modos de criação, de expressão, de comunicação e de temáticas.
A conversa tem como ponto de partida as experiências do artista como professor de teatro e diretor em processos cênicos com pessoas com deficiência em Londrina, traçando interlocuções com bibliografias e práticas teatrais desenvolvidas para e com pessoas com deficiência no Brasil e na América Latina. Desde que começou a trabalhar teatro com pessoas com deficiência no Grupo JAÉ, em 2022, Marcos Martins ampliou os interesses pelos estudos acerca de acessibilidade e inclusão nas artes com o objetivo de buscar ferramentas de escuta e sensibilidade para condução dos processos de criação cênica. A pesquisa amparada em bibliografias sobre a temática e o olhar para outras práticas teatrais para e com pessoas com deficiência, como o Nosso Grupo de Teatro da Casa de Cultura Movimentarte (São Paulo), o grupo Teatro La Plaza (Chile) e a Fundación Mawen (Chile), somada às experiências da sala de aula e da sala de ensaio com o Grupo JAÉ, tem sido norteadora para pensar um teatro capaz de considerar as diversidades de corpos, de comunicação (verbais ou não verbais) e de contar histórias.
Desta forma, ele compartilhará experiências teatrais com pessoas com deficiência; colocará em pauta reflexões sobre a presença nos palcos de artistas com deficiência; e buscará dialogar com artistas, agentes culturais, educadores e pessoas interessadas nas temáticas de acessibilidade para contribuir com o fortalecimento da importância de práticas de inclusão nas artes.
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Marcos Martins inicia seu caminho no teatro em 1990, quando passa a integrar a Armazém Companhia de Teatro, na montagem de “A construção do olhar”. Dentro da companhia, contracenou com Paulo Autran em “A tempestade”, e participou das principais montagens como “A ratoeira é o gato”, “Da arte de subir em telhados”, “Pessoas invisíveis”, “O dia em que Sam morreu”, “Hamlet”, “Angels in America” e “Parece loucura mas há método” (espetáculo online). Com a companhia, se apresentou por todo o país e em Edimburgo (Escócia), Avignon (França), Montevideo (Uruguai), Porto (Portugal) e nas cidades Wuzhen, Harbin e Shanghai (China). Atuou também na peça “Mente Mentira”, contracenando com Zécarlos Machado, Malu Valle e Malvino Salvador, com direção de Paulo de Moraes, e na peça “Ecos da inquisição”, direção de Moacir Chaves.
Foi diretor assistente de João Marcelino, em Mossoró, no “Fábrica do tempo”, espetáculo de inauguração do Teatro Municipal Dix-huit Rosado em 2003, e nos espetáculos “Chuva de balas no país de Mossoró” e “Oratório de Santa Luzia” em 2004. Desde o início de sua trajetória artística, desenvolveu pesquisas sobre o palhaço, além de dirigir espetáculos de palhaço, como “Circo de palhaços do Picolino” e “A metamorfose”, com o grupo Circo de Palhaços do Picolino, em Londrina, e “Um dia qualquer”, em Natal. Participou do projeto Plantão Sorriso, em Londrina, e coordenou e dirigiu Consultório de palhaços, em Natal, realizando intervenções em hospitais. Desde 2022, é professor de teatro no projeto Jovens Artistas Especiais (JAE), tendo como integrantes adolescentes, jovens e adultos com deficiência. Participou como ator no longa-metragem “O tempo da delicadeza”, com direção de Eduardo Nunes.