O X Festival Internacional de Xadrez Sesc Caiobá segue no litoral do estado. O Torneio Amador (Sub-1800) reuniu jogadores de diferentes idades e níveis de experiência durante o evento e, além da disputa pelos melhores resultados, a competição foi marcada pelo espírito de integração, aprendizado e convivência entre os participantes.
O campeão da edição foi Beny Irving Pankiewicz Ramos, que terminou a competição com cinco pontos. O segundo lugar ficou com Lucas Cazarim de Oliveira, também com cinco pontos, seguido por Constantino Felipe Liguori, terceiro colocado, definidos pelos critérios de desempate.
Morador de Curitiba e representante de Lages (SC) nas competições, Beny celebrou a conquista e destacou o papel do torneio na formação de novos enxadristas.“É muito gratificante. O torneio incentiva as crianças e motiva muita gente a continuar jogando xadrez. Eventos como esse são importantes porque aproximam pessoas de diferentes idades e ajudam a fortalecer a modalidade”, afirmou.
A relação de Beny com o esporte começou ainda na infância. Inspirado pela história do lendário enxadrista norte-americano Paul Morphy, ele transformou uma paixão de criança em uma trajetória de dedicação aos tabuleiros. “O xadrez sempre esteve presente na minha vida. Participei de torneios escolares, fui estudando e evoluindo até conquistar meu título. Hoje, o mais gratificante é poder transmitir esse conhecimento para os meus alunos”, conta. Atualmente, ele participa de um projeto social voltado à formação de crianças e adolescentes.
Entre os destaques da competição também esteve Paola de Lima Torres, de 18 anos, moradora de Pinhão, reconhecida como melhor estreante do torneio. Participando pela primeira vez do festival em Caiobá, ela destacou o aprendizado proporcionado pela experiência. Paola aprendeu a jogar ainda na infância, ficou um período afastada do esporte e retornou aos tabuleiros no ano passado.
Segundo o coordenador técnico do festival, Jayme Sunié, o torneio amador foi concebido justamente para proporcionar uma experiência completa aos jogadores em formação.“A ideia é permitir que os enxadristas amadores participem da competição e, ao mesmo tempo, possam acompanhar as partidas do torneio principal. Eles têm acesso à mesma estrutura utilizada pelos grandes mestres, com arbitragem qualificada, transmissão das partidas e toda a organização do evento. Isso ajuda no crescimento dos jogadores e fortalece o ambiente do xadrez”, explica.
Sunié destaca ainda que, diferentemente do torneio principal, voltado ao alto rendimento, a competição amadora prioriza a participação e a convivência.“Embora exista o aspecto competitivo, o objetivo principal é promover a confraternização, construir amizades e proporcionar boas experiências. Queremos que todos aproveitem a estrutura do festival e saiam daqui motivados a continuar jogando”, salientou.
Com mais de 700 participações somando torneios internacionais, estudantis e amadores, o Festival Internacional de Xadrez Sesc Caiobá consolida-se como um dos maiores encontros da modalidade na América do Sul.