Até esta quinta-feira (9), mais de 100 profissionais de 28 unidades do Sesc PR participam, em Curitiba, da 9ª edição do Encontro de Orientadores de Atividades do Projeto Futuro Integral na Escola. Com o tema “A Permanência como Ação Pedagógica”, a formação reúne equipes que atuam em 34 municípios paranaenses e atendem mais de 9 mil estudantes.
O Encontro tem como objetivo fortalecer a atuação dos orientadores e promover reflexões sobre práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento integral dos estudantes. Ao longo da programação, os participantes terão acesso a palestras, oficinas, momentos de troca de experiências e atividades formativas que dialogam com os desafios da educação contemporânea.
A abertura do evento, realizada nesta terça-feira (7), contou com a palestra “Propósito, acolhimento e pertencimento”, ministrada pelo professor e escritor Gabriel Perissé. Ele abordou a importância das relações humanas no ambiente educacional e refletiu sobre o papel dos educadores na construção de espaços mais acolhedores. “Eles precisam ser os mestres do encontro e do pertencimento. Alguém que tem propósito real, que saiba escutar, acolher, e isso a gente aprende uns com os outros. O mais forte no aprendizado é a convivência, por isso é importante estar junto, conversar, ouvir, perceber que o outro pensa diferente, criar conexões, discordar, apresentar outras versões, tudo isso é muito necessário. Um educador que trabalha a sua própria interioridade, a sua própria formação e a sua própria maneira de ver o mundo é um educador mais humano e, portanto, humanizador”, disse o palestrante.
A analista de Educação do Departamento Nacional Sesc, Juliana Santana, veio do Rio de Janeiro para participar do encontro e ministrou uma palestra sobre ciências e tecnologias. “Tentamos trazer, com essa proposta de abordagem do professor Gabriel sobre a permanência, como a ciência, a mediação e o tratamento de eixos científicos e tecnológicos junto ao Futuro Integral proporcionam, através da pedagogia engajada, essa permanência das crianças olhando para um educar por inteiro, com a construção de pensamento crítico e de autonomia crítica. A ciência também precisa ser tratada junto com a cultura, como uma cultura científica. Pois ela não é feita apenas por cientistas ou em laboratórios, a gente tem os saberes que são tradicionais. Quem nunca tomou um chá de folha de goiaba e, às vezes, nossas avós ou bisavós nunca foram numa universidade. E de onde que vem esse saber? A gente precisa olhar para outras realidades e narrativas, e o Futuro Integral tem essa possibilidade”, destacou.
Lançamento do 5º Caderno de Atividades
Durante o encontro também foi lançada a 5ª edição do Caderno de Atividades e Oficinas do Futuro Integral, intitulada “Histórias que se Encontram: saberes intergeracionais em movimento”. A publicação reúne 47 propostas pedagógicas elaboradas por profissionais de 26 unidades do Sesc Paraná e incentiva atividades que promovem o diálogo entre diferentes gerações, com o objetivo de valorizar a troca de experiências, o respeito à diversidade, a empatia e a convivência.
A programação continua nos dias 8 e 9 de julho com palestras ministradas por analistas da Gerência de Educação do Departamento Nacional do Sesc, além de uma visita técnica ao Planetário do Colégio Estadual do Paraná.
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