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Alimentação consciente e sem desperdício marca palestra de Gabriela Kapim na Semana S do Comércio em Curitiba

Com a plateia da Arena do Conhecimento da Semana S lotada, a nutricionista e apresentadora de TV Gabriela Kapim, falou ao público nesta sexta-feira (15), no Centro de Eventos Positivo, no Parque Barigui, em Curitiba, sobre os desafios e caminhos possíveis para o reaproveitamento de alimentos na rotina das famílias. 

Durante a palestra, a especialista destacou a importância de hábitos alimentares mais conscientes e saudáveis. Gabriela pontuou a necessidade da valorização do que ela considera “comida de verdade”, que vai além do alimento, é afeto, território, cultura, memória, hábitos regionais, diversidade, história, identidade e abundância. “Devemos dar preferência pelas comidas orgânicas, respeitar a sazonalidade; aproveitar integralmente os alimentos, usar talos, cascas e sementes; reaproveitar preparações, como carne moída vira recheio de panqueca; valorizar alimentos fora do padrão estético; reduzir o desperdício alimentar; priorizar alimentos locais e produtores da região; planejar compras e consumo de forma consciente”, pontuou.

Conhecida nacionalmente pelo trabalho em programas de educação alimentar, Gabriela compartilhou experiências do cotidiano e apresentou alternativas simples para reduzir o desperdício dentro de casa. Ela apresentou dados da pesquisa EnciBio, de 2021, que comprovam que a influência direta da alimentação dos pais nos hábitos alimentares de seus filhos e, segundo a Universidade de São Paulo, para mais de 90% da população, a alimentação é pouquissimamente diversa, composta por apenas 15 alimentos diferentes e que nos últimos 10 anos, os brasileiros aumentaram o consumo de ultraprocessados em 5,5%.

A palestrante também reforçou a importância de incentivar o consumo de alimentos in natura e de valorizar os pequenos produtores. “Comida de verdade é mais do que um ato político, é nossa cultura. é nosso vínculo com quem já estava aqui antes e com quem vai ficar por aqui depois de nós. Transformar a alimentação de um território, seja ele a cozinha de sua casa ou do seu trabalho, começa com pequenas decisões que passam pelo seu prato e sua palavra. Comida de verdade não é um conceito bonito – é um direito, um desafio e um compromisso coletivo”, concluiu.