
A dengue é um problema que exige cuidado o ano todo. Para se proteger, é importante combinar várias ações, como o uso de repelentes, inseticidas, telas, vacinação e novas tecnologias, além de eliminar a água parada. Abaixo, você confere dicas práticas de prevenção, locais que merecem atenção, sintomas da doença e iniciativas que ajudam a reduzir a transmissão do vírus.
Repelentes
Os repelentes impedem que o mosquito se aproxime das pessoas durante o tempo de eficácia do produto. Contudo, eles não matam o mosquito Aedes aegypti, permanecendo necessário a eliminação de criadouros.
O tempo de duração do produto pode ser diferente para cada fabricante. É importante estar atento aos compostos do repelente, sendo necessária a presença de pelo menos um dos seguintes compostos: DEET, Icaridina e IR 3535. Para a melhor eficácia dos repelentes contra as picadas do mosquito, siga as orientações contidas na embalagem do produto, respeitando a idade recomendada para uso e a quantidade de aplicações para evitar intoxicações e outras complicações.
Mantenha-se protegido, mas não esqueça de eliminar os focos de reprodução. Essa continua sendo a medida mais eficaz de prevenção!


Inseticidas
Os inseticidas são substâncias feitas a partir de produtos químicos para controle do mosquito, de acordo com os hábitos e a fase de vida do vetor (larva, pupa ou fase adulta).
Segundo o Ministério da Saúde a utilização é feita de duas formas: o contato com a superfície coberta com o inseticida ou através do fumacê, técnica utilizada pelos municípios que distribui uma névoa de partículas no ar atingindo os mosquitos adultos.
Ao utilizar inseticidas domésticos é importante ter atenção ao rótulo do produto que indica os cuidados especiais. Assim, o combate através do uso de produtos químicos deve ser feito com atenção, pois os mosquitos sobreviventes são resistentes a fórmula química e podem permanecer no ambiente. Esses continuam o ciclo de vida, se reproduzem e sobrevivem mais do que os não resistentes. Com isso, passam a ser mais comuns na população.
Portanto, a combinação de métodos é a estratégia de combate mais eficaz. A melhor defesa é eliminar os focos de água parada onde o mosquito perpetua o seu ciclo de vida.
Telas
As telas funcionam como uma barreira física contra a entrada do mosquito, sendo uma medida auxiliar de proteção combinada com as demais formas de prevenção para garantir um ambiente mais seguro.
Comumente são instaladas em janelas e portas, mas também é essencial ter atenção a outros possíveis acessos não convencionais, como: canos, ralos, caixas de água, frestas em ar-condicionado e dutos de ar.
É importante estar ciente de que o contato com o mosquito pode acontecer em momentos de exposição a ambientes desprotegidos. Por isso, a remoção de focos e criadouros é fundamental para um combate efetivo.


Vacina
Em diversos municípios do Paraná, a vacinação contra o vírus da dengue já está disponível. O imunizante protege, comprovadamente, contra três dos quatro tipos de dengue (DENV-1, DENV-2 e DENV-3). A vacina é uma ferramenta importante para a prevenção à doença, mas não diminui a importância da eliminação dos focos de reprodução do mosquito.
Até o momento, crianças e adolescentes (de 10 a 14 anos) podem ser vacinados no SUS, com a vacina Qdenga (Takeda), em 2 doses, com intervalo de 3 meses entre as aplicações. O público escolhido faz parte do grupo com maior risco de complicações causadas pela contaminação com o vírus. em breve novos grupos poderão ser imunizados com a vacina Butantan-DV, uma vacina desenvolvida no Brasil, pelo Instituto Butantan, que contemplará um número ainda maior de pessoas imunizadas.
Locais com risco de proliferação do mosquito: fique atento!
Não são apenas as residências que podem se tornar criadouros do mosquito. Diversos ambientes apresentam grande potencial para isso, especialmente quando não recebem cuidados regulares.
É importante observar:
- Terrenos abandonados
- Áreas com lixo ou entulho acumulado
- Imóveis desocupados ou casas de veraneio
- Locais públicos após períodos de chuva
- Qualquer espaço sem manutenção periódica
Cuidar da cidade é responsabilidade de todos. Caso verifique locais com possíveis focos e não possa acessá-los para eliminar o problema, colabore informando à prefeitura


Sintomas
A dengue é uma doença viral, que pode se apresentar desde a forma assintomática, com sintomas severos atingindo quadros graves, e até levando a óbito. Estar atento aos sintomas é importante para buscar ajuda médica e iniciar os cuidados, aumentando assim as chances de recuperação.
Os principais sintomas são:
- Febre alta (mais do que 38ºC);
- Dor de cabeça;
- Cansaço e fraqueza;
- Dores pelo corpo (musculares e nas articulações);
- Dor atrás dos olhos;
- Manchas vermelhas no corpo.
Alguns sintomas se apresentam em casos mais graves da doença, como:
- Dores abdominais intensas;
- Vômitos persistentes
- Sangue na mucosa (gengivas, nariz, boca, fezes).
Ao identificar qualquer um destes sintomas, é fundamental procurar um serviço médico imediatamente.
Wolbachia: Uma bactéria de enfrentamento à Dengue
A Wolbachia é uma bactéria que está presente naturalmente em 60% dos insetos, incluindo alguns mosquitos. Essa bactéria impede que os vírus da dengue, Zika e Chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, diminuindo a capacidade de transmissão das doenças.
O Paraná possui a maior biofábrica de Wolbachia do mundo, com capacidade estimada de produção de até 100 milhões de ovos de mosquito por semana. A sua utilização como método de enfrentamento a dengue funciona através da liberação de mosquitos Aedes aegypti contaminados com a bactéria Wolbachia no ambiente. Dessa maneira, ao se reproduzirem com os mosquitos Aedes aegypti do ambiente (não contaminados com a bactéria Wolbachia), a nova população de mosquitos nascerá com a bactéria.
