Memórias Póstumas

“Entre os eventos que têm como propósito promover a leitura, as feiras do livro estão em um lugar de destaque. Em primeiro lugar pela própria natureza desse evento; a feira é uma coisa informal, descontraída, festiva e as feiras de livro seguem exatamente esse modelo. Elas são oportunidade ao leitor, especialmente o leitor jovem, entrar em contato com o livro num ambiente diferente, um ambiente que desfaz qualquer inibição ou mesmo temor que possam existir nas pessoas sem muita familiaridade com o texto escrito. Além disso, temos os eventos paralelos, os shows, as palestras, as sessões de autógrafo, onde é possível encontrar os próprios escritores e descobrir que eles não são ETs, mas sim gente comum, e que portanto a literatura pode estar ao alcance de todos. Uma feira de livros tem valor adicional quando organizada por uma instituição como o Sesc, tradicionalmente voltada para a difusão da cultura. Aí realmente temos feiras do livro que cumprem plenamente suas finalidades. Fã do Sesc, não falto a nenhuma, e saio de cada feira ainda mais fã.”

Moacy Scliar, em discurso durante a abertura da 28ª Semana Literária e Feira do Livro do Sesc PR, em outubro de 2009. Scliar publicou mais de 70 livros, traduzido para 11 idiomas, foi um dos imortais da Academia Brasileira de Letras e recebeu inúmeros prêmios literários. Faleceu em fevereiro de 2011.

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“A partir do momento em que comecei a ler, tive uma noção de coletivo maior. Senti uma liberdade muito grande quando entendi que o livro não precisava ser lido por obrigação.”

Marcelo Yuka participou como um dos convidados da 33ª Semana Literária e Feira do Livro do Sesc PR, em setembro de 2014. Yuka foi músico, compositor, ativista, político e palestrante. Foi um dos fundadores da banda O Rappa. Em 2000, ficou paraplégico após ser baleado em um assalto. Faleceu em janeiro de 2019.