Femucic promove passeio musical pelo país

Uma das características mais ricas do Femucic é sua diversidade musical e cultural. A Mostra permite um passeio pelos estados
brasileiros sem sair do Teatro Calil Haddad. Nesta edição, além do Paraná, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Amazonas serão representados no palco pelos músicos selecionados.

É uma amostra do que vem sendo feito no país de Norte a Sul. Visto que, 915 obras foram inscritas, por intérpretes de mais de 100 cidades, de 22 estados brasileiros mais o Distrito Federal. “O Femucic é um dos festivais de música mais importante do país, seja pela quantidade de músicos que por ele já passaram, ou pela história que se estende por mais de 40 anos. É uma honra realizarmos juntamente com o Sesc e RPC, um projeto de tamanha magnitude e importância para Maringá”, destaca o secretário de Cultura de Maringá, Miguel Fernando.

Diversidade

As 26 obras que serão apresentadas na Mostra de Música Cidade Canção nos dias 14 e 15 de junho trazem um repertório de estilos musicais e sotaques distintos. A dupla de paranaenses Denny e Soberano, de Pinhais (PR), levarão ao palco do Teatro Calil Haddad canções autorais ao som da viola caipira.

Natural de Teresina (PI) e radicado em Goiania (GO), o cantor e compositor Chico Aafa, apresenta as canções Rumo ao Morro dos Limites e Historieta para Silvia com letras poéticas, no melhor estilo da MPB.

De Lençóis Paulista (SP), Guto Huebe, traz a sonoridade de instrumentos comuns na música clássica para a canção “Pode ser”. A voz vibrante de Jéssica Stephens se une a Carlos Gomes na canção Malungos. De Manaus (AM), a cantora ainda se apresenta com a intimista Meu Teremim.

O encontro musical que o Femucic permite dá espaço para outros diversos estilos musicais: do instrumental à canção, da música raiz ao samba, passando pela MPB, pelo chorinho, entre outros. “O Femucic é assim, ele mantém ao longos dos anos esse caráter de resistência à música de massificação que acaba ocupando as mídias. Estamos num caminho inverso de valorização da boa música produzida de forma autoral no país”, pontua o gerente executivo do Sesc Maringá, Antonio Vieira.