Verão e… Aedes Aegypti

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Os estudos avançaram e foi disponibilizada vacina contra a dengue em municípios de maior prevalência. São três doses com intervalo de seis meses para aplicação. A faixa etária é limitada entre 15 e 27 anos em todo Estado do Paraná, com exceção de Paranaguá, que é de 9 a 44 anos. A próxima campanha iniciará em fevereiro de 2017.

Além de estudos para disponibilizar vacinas contra o zika, novas pesquisas da Fiocruz propõem a interação de bactéria que associadas ao Aedes, impedem a transmissão da dengue e do zika aos humanos.

Para a febre chikungunya ainda não existe novidades tecnológicas para prevenção.

Apesar de todo o avanço da ciência com disponibilização de vacinas e mosquitos modificados, os mesmos não estão disponíveis para todos. Ao mesmo tempo em que a ciência avança, os microorganismos se adaptam às mudanças ambientais, buscando garantir a sobrevivência da espécie.

É o que acontece com a febre do mayaro. Trata-se de um vírus antigo, mas que era transmitido apenas por mosquitos silvestres da região amazônica. Conforme estudos, o vírus pode ter se adaptado e ser transmitido também pelo Aedes aegypti ou Aedes albopictus. Nesse caso, há muitas razões para nos preocuparmos, uma vez que o Aedes está presente em todo território nacional.

Dessa forma, resta o trabalho educativo de prevenção para eliminação dos criadouros do mosquito vetor: Aedes aegypti.

É com a adoção de comportamentos em nosso dia a dia que poderemos prevenir e controlar a ocorrência da dengue, zika, chikungunya e mayaro.

O trabalho de vistoria de quintais, terrenos baldios, escolas, estabelecimentos e outros locais, bem como, a busca e eliminação de criadouros do mosquito Aedes deve ser constante.

O uso de repelentes ou inseticidas pode ser utilizado. No entanto, o uso desses recursos é paliativo, ou seja, são soluções momentâneas que não resolvem realmente o problema dessas doenças.

Acesse o Boletim epidemiológico para mais informações!

Para que possamos contribuir no combate ao mosquito vetor, confira abaixo algumas dicas do que é MITO e do que é VERDADE sobre o tema, e mãos à obra!

Basta secar os lugares onde tem água parada.

MITO – não adianta só secar os reservatórios de água parada, tem que limpar também. O ovo do mosquito pode se manter viável por mais de um ano sem água!

Os sintomas da febre mayaro são parecidos com os da dengue e/ou chikungunya.

VERDADE – começa com uma febre inesperada e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após pode surgir manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Os olhos também podem ficar doendo e em alguns casos, intolerância à luz. A diferença é que no mayaro as dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar.

É possível distinguir a picada do Aedes aegypti da picada de um mosquito comum.

MITO – A sensação de eventual coceira ou incômodo é semelhante à picada de qualquer outro mosquito.

A água de piscinas pode servir de criadouro para o mosquito.

DEPENDE – Se a água estiver bem tratada e com concentração recomendada de cloro, o mosquito não se desenvolve. Já foi comprovado que a água com cloro e a água salgada funcionam como repelentes. Caso contrário, o mosquito pode se desenvolver sim.

O mosquito se reproduz mais rápido no calor? Que outros hábitos o Aedes tem?

VERDADE – No calor, o período reprodutivo do mosquito fica mais curto e ele se reproduz com maior velocidade. Isto explica o aumento de casos de dengue no verão. O mosquito fica onde o homem estiver, prefere picá-lo a qualquer outra espécie e gosta de água acumulada para colocar seus ovos.

Aplicar borra de café na água das plantas e sobre a terra ajuda a combater o Aedes.

MITO – Não. A eficácia da borra de café na dosagem de duas colheres de sopa para meio copo de água não foi comprovada (já foi verificado na prática que água suja de borra de café desenvolve a larva do mosquito) e a sua utilização não simplifica os cuidados atualmente recomendados, que são a eliminação de pratos ou a colocação de areia até as bordas dos pratos de plantas.

Nenhum medicamento cura a dengue, zika, chikungunya e mayaro.

VERDADE – Não existe nenhum antiviral que cure essas doenças. Quando a pessoa é diagnosticada, seus sintomas é que são tratados de modo paliativo com analgésico, antitérmico e muita hidratação.

No período de inverno a população está livre das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

MITO – Durante o frio, a larva entra em estado de hibernação. Quando as chuvas e as altas temperaturas retornam, as larvas eclodem e há contaminação novamente.

Já foram confirmados casos de febre mayaro no Brasil.

VERDADE – Entre dezembro de 2014 e junho de 2015 foram confirmados casos de febre mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. Todas estas pessoas moravam ou estiveram em área rural, silvestre ou de mata. Não há relatos, até o momento, de transmissão urbana.

Pelos sintomas é possível saber se é dengue, zika, mayaro ou chikungunya.

MITO – somente os exames laboratoriais específicos é que podem apontar o diagnóstico correto.

É verdade que o mosquito não consegue atingir locais altos.

MITO – o mosquito tem acesso a alturas como caixa d’água das casas, calhas e terraços. Sua capacidade de voo não atingiria um prédio de quatro andares. No entanto, ele pode chegar às alturas mais elevadas considerando como transporte elevadores, condução de embalagens de materiais em geral, brinquedos, caixas de ferramentas e uma infinidade de outros recursos que podem conduzi-lo até a cobertura de qualquer edifício.

Colocar água sanitária na água ajuda a evitar as larvas.

VERDADE - É uma das principais medidas. Colocar uma colherzinha de água sanitária na caixa d’água, na piscina, nas poças e retenções de água ajuda a evitar as larvas.

Apesar dos sintomas das febres chikungunya e mayaro que são: febre, dor nas articulações, dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele, não são doenças que causem preocupações.

MITO – as febres chikungunya e mayaro muitas vezes podem incapacitar as pessoas para o trabalho pelo fato de apresentar edema e forte dor nas articulações. Esses sintomas podem se prolongar por meses, levando a uma sequela crônica. Óbitos já foram confirmados por febre chikungunya.

 

Postado em: Dicas de Saúde