Cinema

Festival Cinetornado

Mostra Itinerante do XI Prêmio Pierre Verger

Mostra de Filmes
12/09 às 15h
Pas Ho Dame (1º prêmio)
Direção: Daniel Simião, 2016, 82 min.
Sinopse: por meio de duas histórias de separação entre jovens em uma aldeia timorense, o filme retrata processos locais de resolução de conflitos e suas consequências para a relação entre grupos familiares. Diferentes temas como o das trocas de bens para reparação, a relação entre justiça e signos de sacralidade, o papel das autoridades locais na mediação entre o que é visto como cultura e Estado são abordados em uma narrativa visualmente densa e dinâmica.

12/09 às 19h – Comentários: Prof.ª Me. Magda Luiza Mascarello (IFPR-Pinhais)
Das nuvens para baixo (2º prêmio)
Direção: Marco Antonio Gonçalves e Eliska Altmann, 2015, 75 min.

Sinopse: inspirados nos diários de Carolina Maria de Jesus, publicados no início dos anos 60, quando, pela primeira vez na história do Brasil, uma favelada escreve sobre seu cotidiano, os diretores do filme, 50 anos depois, saem em busca de personagens no Complexo da Maré no Rio de Janeiro, de forma a criar continuidades e descontinuidades entre distintas vivências femininas e seus significados de favela.

13/09 às 15h
A briga de cachorro com a onça
Direção: Alice Villela e Hidalgo Romero, 2013, 58 min.

Sinopse: entre 1950 e 1980, milhões de nordestinos migraram para os estados do sudeste brasileiro em busca de melhores condições de vida. Trouxeram na bagagem crianças, comida, histórias e ritmos musicais. A briga do cachorro com a onça é uma música da cultura popular brasileira, tocada em diferentes versões por bandas de Pífano em todo o país. Esse documentário é uma versão fílmica dessa música.

13/09 às 19h – Comentários: Profª Drª Eveline Stella de Araujo (USP)

O voo da beleza (menção honrosa)
Direção: Alexandre Fleming Câmara Vale, 2013, 62 min.

Sinopse: documentário sobre a trajetória de travestis e transexuais brasileiras vivendo em Paris, sobre suas aspirações ao reconhecimento por atravessarem as mais diversas fronteiras, como a de “migrantes desqualificadas” e ainda a inevitável comédia dos gêneros e um certo “voo da beleza”.

Fabrik Funk
Direção: Alexandrine Boudreault-Fournier, Rose Satiko Gitirana Hikiji e Sylvia Caiuby Novaes, 2015, 25 min.

Sinopse: Karoline é uma jovem que deseja uma vida mais interessante que seu cotidiano em uma central de telemarketing e corre atrás do sonho de ser uma MC. O filme é uma etnoficção que aborda o universo do funk, que se tornou um dos principais fenômenos culturais da juventude no Brasil.
Comentários: 20h30 – 21h

14/09 às 15h – Comentários: Prof.ª Dr.ª Edilene C. de Lima (UFPR) e Prof. Dr. Marcos S. da Silveira (UFPR)

Do Bugre ao Terena
Direção: Aline Espíndola e Cristiano Navarro, 2012/13, 26 min.

Sinopse: ao som de tambores e flautas, um grupo de homens terenas faz a performance da dança da Ema na cidade de Campo Grande (MT). Essa dança constitui um mecanismo político de reafirmação cultural e reflexão ante as transformações socio-históricas.

Tupinambá – O Retorno da Terra
Direção: Daniela Alarcon, 2015, 25 min.

Sinopse: há dez anos, os Tupinambás esperam a conclusão do processo de demarcação de sua terra. Nesse quadro, vêm realizando ações coletivas conhecidas como retomadas de terras, recuperando numerosas áreas no interior de seu território que estavam em posse de não indígenas. Por essa razão, têm sido alvos de criminalização e ataques violentos, tanto por parte do Estado brasileiro, como por indivíduos e grupos contrários à garantia de seus direitos.
Comentários: 15h55 – 16h40

14/09 às 19h – Comentários: Prof. Dr. Marcos S. da Silveira (UFPR)
Do Outro lado do Atlântico
Direção: Daniele Ellery e Márcio Câmara, 2016, 90 min

Sinopse: documentário filmado no Brasil e nas ilhas de Cabo Verde. Aborda as diversas percepções sobre identidades e culturas de estudantes africanos de países de língua oficial portuguesa (e do Timor Leste) que estudam ou estudaram em universidades brasileiras. Dos dois lados do Atlântico, histórias de partidas, permanências e regressos são contadas, encontros e desencontros de ideias, percursos, desejos e sonhos.
Comentários: 20h30 – 21h

15/09 às 15h – Comentários: Prof. Dr. Rosenilton Oliveira (UFPR)
Pimentas nos Olhos
Direção: Andrea Barbosa e Fernanda Matos, 2015, 42 min.

Sinopse: Pimentas nos olhos é um filme em que fotografia, memória, experiência e música se entrelaçam para contar um pouco do viver cotidiano em um bairro “periférico” da região metropolitana de São Paulo, o bairro dos Pimentas, em Guarulhos. Quatro moradores narram sua relação com o bairro, suas história e sonhos, dialogando com a paisagem que vinha se formando a partir de fotografias, narrativas e memórias partilhadas

Intolerâncias da Fé
Direção: Alexandre B. Borges, Fernando de Sousa e Taís Capelini, 2016, 16 min

Sinopse: a partir do depoimento de pesquisadores, lideranças religiosas e praticantes de religiões afro brasileiras, Intolerâncias da Fé pretende retratar os conflitos religiosos ocorridos no espaço público e problematizar o tratamento conferido a esses conflitos pela sociedade e por instituições como a escola e a polícia. Os episódios de intolerância religiosa e a exposição de aspectos da luta histórica dos adeptos das religiões de matriz africana e brasileira por legitimação e reconhecimento mostram que “ninguém quer ser tolerado”, e sim respeitado.
Comentários: 16h10 – 16h50

15/09 às 19h – Comentários: Prof. Dr. Allan Kardec de Lima (UFPR)
Zika
Direção: Debora Diniz, 2016, 29 min.

Sinopse: o filme descreve a história de médicas e mães do Cariri, do Sertão e do Alto Sertão da Paraíba que, juntas, fazem ciência e sobrevivem à epidemia do vírus Zika no Brasil. No período da gravidez, o filme registra o tempo de espera, descoberta e o amor dessas mulheres.

Tempo da terra
Direção: JV Santos e Maria José Carneiro, 2016, 31 min.

Sinopse: o documentário Tempo da Terra mostra um recorte da vida de agricultores familiares de São Pedro da Serra, um distrito de Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. A narrativa tem como fio condutor as experiências vividas por esses agricultores que falam sobre sua relação de amor com a terra, as dificuldades impostas pela mudança das práticas agrícolas, a necessidade de se respeitar o tempo e a vida no campo e a resistência da agricultura familiar na localidade.

Sangria
Direção: Eduardo Di Deus, 2015, 11 min.

Sinopse: o interior de São Paulo produz hoje mais da metade da borracha natural no Brasil. Sangria é uma imersão na prática de diferentes sangradores.
Comentários: 20h20 – 21h

Reprise dos vencedores

16/09 às 10h – Comentários: Prof. Dr. Lorenzo Macagno (UFPR)
Pas Ho Dame (1º prêmio)
Direção: Daniel Simião, 2016, 82 min.

Sinopse: por meio de duas histórias de separação entre jovens em uma aldeia timorense, o filme retrata processos locais de resolução de conflitos e suas consequências para a relação entre grupos familiares. Diferentes temas como o das trocas de bens para reparação, a relação entre justiça e signos de sacralidade, o papel das autoridades locais na mediação entre o que é visto como cultura e Estado são abordados em uma narrativa visualmente densa e dinâmica.

16/09 às 14h
Das Nuvens para baixo (2º prêmio)
Direção: Marco Antonio Gonçalves e Eliska Altmann, 2015, 75 min.

Sinopse: inspirados nos diários de Carolina Maria de Jesus, publicados no início dos anos 60, quando, pela primeira vez na história do Brasil, uma favelada escreve sobre seu cotidiano. Os diretores do filme, 50 anos depois, saem em busca de personagens no Complexo da Maré no Rio de Janeiro, de forma a criar continuidades e descontinuidades entre distintas vivências femininas e seus significados de favela.

16/09 às 16h
O Voo da beleza (menção honrosa)
Direção: Alexandre Fleming Câmara Vale, 2013, 62 min.

Sinopse: documentário sobre a trajetória de travestis e transexuais brasileiras vivendo em Paris, sobre suas aspirações ao reconhecimento por atravessarem as mais diversas fronteiras, como a de “migrantes desqualificadas” e ainda a inevitável comédia dos gêneros e um certo “voo da beleza”.

Prêmio Pierre Verger e suas origens

Pierre Verger foi fotógrafo e antropólogo francês que viveu no Brasil por mais de 50 anos, até sua morte, em 1996. Dedicou-se a transformar a vida baiana e africana em imagens, valorizando especialmente este contato permanente entre as duas culturas. Deixou-nos um imenso legado, em sua obra antropológica e fotográfica, de imenso valor. Seu acervo de mais de 60 mil fotografias faz parte hoje da Fundação Pierre Verger, em Salvador.

Histórico do Prêmio Pierre Verger

As obras premiadas e a difusão cultural, no plano internacional, de vídeos e de ensaios fotográficos de antropólogos brasileiros.

As premiações decorrentes do concurso Pierre Verger são hoje tomadas como exemplos de qualidade técnica e conceitual na forma como elas veiculam o conhecimento antropológico no interior da comunidade científica, de onde nascem, tanto quanto para fora dela, atingindo um grande público.
Importante ressaltar, neste dossiê, que alguns dos documentários premiados pela ABA, em cooperação entre o governo francês e a Associação Brasileira de Antropologia, foram selecionados para compor a agenda cultural de mostras e festivais de documentários etnográficos internacionais tais como o Bilan du Film Ethnographique – Musée de l´Homme, em Paris/França, Rencontres des Cinémas du Monde Noir, em Paris/França; Mostra Internacional do Filme Etnográfico, no Rio de Janeiro; Tudo é Verdade – Festival Internacional de Documentário, em São Paulo/SP/Brasil, Mostra paralela de documentários Festival de Cannes, em Cannes/França, Festival de Cine y Vídeo Documental, em Córdoba/Argentina, Rio Cine Festival, no Rio de Janeiro/Brasil etc.


Realização: Cinetornado

Idealização
Esse é um sonho de um grupo que se personifica na curadoria geral da antropóloga-cineasta Eveline Stella de Araujo, doutora em Saúde Pública, pela Faculdade de Saúde Pública da USP – Universidade de São Paulo, gestado ainda no doutoramento com a prática de curadoria da Mostra de Filmes Solidários e do Festival Curta Sapo – Produção dos jovens cineastas de Sapopemba-SP.